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Músicas Inesquecíveis dos Anos 70 que Todo Mundo Cantava

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5 min de leitura
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Se existe algo capaz de nos transportar de volta no tempo em um segundo, esse algo é a música. Basta ouvir os primeiros acordes de uma canção dos anos 70 para que as memórias venham todas de uma vez: a casa dos pais, a vitrola na sala, o rádio ligado na cozinha, as festas juninas, os bailes de sábado à noite.

Os anos 70 foram uma época dourada da música brasileira. A MPB vivia seu auge, o sertanejo de raiz emocionava, a Jovem Guarda ainda ecoava e os cantores românticos faziam corações baterem mais forte. Vamos relembrar juntos essas músicas que marcaram toda uma geração.

MPB: a trilha sonora de uma época

A Música Popular Brasileira nos anos 70 vivia um momento de genialidade absoluta. Os compositores brasileiros produziram obras que são até hoje consideradas as melhores da nossa história.

”Aquarela do Brasil” — Ary Barroso (regravada por vários artistas)

Embora tenha sido composta décadas antes, “Aquarela do Brasil” ganhou novas versões nos anos 70 que a tornaram ainda mais popular. Era a música que tocava em toda celebração patriótica, em toda festa. “Brasil, meu Brasil brasileiro, meu mulato inzoneiro…” Quem não cantou essa música pelo menos uma vez na vida?

”Trem das Onze” — Adoniran Barbosa

“Não posso ficar, nem mais um minuto com você…” A simplicidade dessa letra esconde uma genialidade enorme. Adoniran Barbosa cantava o cotidiano do paulistano com humor e ternura. Nos anos 70, essa música já era um clássico que tocava em todo bar e em toda roda de samba.

”Asa Branca” — Luiz Gonzaga

“Quando olhei a terra ardendo, qual fogueira de São João…” Luiz Gonzaga é o rei do baião, e “Asa Branca” é sua obra-prima. Nos anos 70, essa música era trilha sonora de todo nordestino, estivesse ele no sertão ou nas grandes cidades do Sudeste. É impossível ouvir sem se emocionar.

”Construção” — Chico Buarque

“Amou daquela vez como se fosse a última…” Chico Buarque nos anos 70 estava no auge da sua criatividade. “Construção” é uma das músicas mais geniais já compostas em língua portuguesa. Cada verso é uma obra de arte, e a música cresce em intensidade até um desfecho arrepiante.

”Águas de Março” — Tom Jobim

“É pau, é pedra, é o fim do caminho…” Tom Jobim transformou a simplicidade em arte. “Águas de Março” é uma lista poética de coisas simples que, juntas, formam a vida. Nos anos 70, essa música tocava em todo canto e até hoje é considerada uma das melhores canções brasileiras de todos os tempos.

Sertanejo de raiz: as duplas que emocionavam

O sertanejo dos anos 70 era diferente do que ouvimos hoje. Era o sertanejo de raiz, com viola, acordeão e letras que contavam histórias de amor, saudade e vida no campo.

”Tristeza do Jeca” — Tonico e Tinoco

“Nestes versos tão singelos, minha bela, meu amor…” Tonico e Tinoco eram a voz do Brasil rural. Suas músicas falavam da saudade da roça, do amor simples e da vida no campo. Para quem cresceu no interior, ouvir Tonico e Tinoco é voltar para a casa dos avós.

”O Menino da Porteira” — Sérgio Reis

“Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino…” Esta música conta uma história tão bonita e tão triste que é impossível não se emocionar. Sérgio Reis gravou essa canção com uma emoção que ficou para sempre marcada na memória de quem ouviu.

”Chalana” — Almir Sater (originalmente de Mário Zan)

“Lá vai a chalana, bem longe se vai…” Embora tenha sido composta antes, “Chalana” ganhou versões nos anos 70 que a mantiveram viva. A imagem da chalana no rio Paraguai, ao som da viola, é uma das mais bonitas do cancioneiro brasileiro.

”Cabocla Tereza” — Tonico e Tinoco

“Lá no alto da montanha, numa casinha estranha…” Uma história de amor e tragédia contada com a simplicidade que só o sertanejo de raiz consegue. Quem ouviu uma vez nunca mais esqueceu.

Românticos: as músicas que embalavam os corações

Os cantores românticos dos anos 70 eram verdadeiros ídolos. Suas músicas tocavam nas rádios o dia inteiro e eram a trilha sonora de todos os namoros.

”Detalhes” — Roberto Carlos

“Não adianta nem tentar me esquecer…” Roberto Carlos é o rei, e “Detalhes” é uma de suas músicas mais perfeitas. A letra descreve com precisão cirúrgica o que é não conseguir esquecer um amor. Nos anos 70, essa música era declaração de amor oficial.

”Como é Grande o Meu Amor por Você” — Roberto Carlos

“Eu tenho tanto pra te falar, mas com palavras não sei dizer…” Outra obra-prima do Rei. Essa música foi e continua sendo tocada em casamentos, festas de família e momentos especiais. É daquelas canções que todo mundo sabe cantar.

”Eu Preciso de Você” — Barão Vermelho (popularizada nos anos 80, mas com raízes na década de 70)

A música romântica brasileira dos anos 70 abriu caminho para os grandes sucessos das décadas seguintes. Cantores como Fábio Jr., Benito di Paula e Nelson Ned embalaram os corações nessa época.

”Retalhos de Cetim” — Benito di Paula

“Quando a gente ama, qualquer coisa serve pra lembrar…” Benito di Paula era o mestre do samba romântico. Sua voz macia e suas letras apaixonadas faziam sucesso nas rádios e nos bailes.

”Tudo que Você Podia Ser” — Nelson Ned

Nelson Ned era baixinho de estatura, mas gigante em talento. Sua voz potente e suas músicas românticas conquistaram o Brasil e a América Latina inteira nos anos 70.

As músicas de festa e alegria

Nem tudo era romantismo nos anos 70. Havia também muita alegria e animação:

“Festa do Interior” — Gal Costa

“O estandarte do sanatório geral vai passar…” Gal Costa nos anos 70 era pura energia. Suas músicas animavam qualquer festa e faziam todo mundo dançar.

”Segura o Tchan” e outros hits de carnaval

Os carnavais dos anos 70 tinham marchinhas inesquecíveis que todo mundo cantava. “Cidade Maravilhosa”, “Mamãe Eu Quero” e tantas outras músicas que faziam o Brasil inteiro pular.

A música como máquina do tempo

Existe algo mágico nas músicas dos anos 70: elas não envelhecem. Tocam hoje com a mesma emoção de cinquenta anos atrás. Cada melodia carrega consigo uma época inteira: os costumes, os sentimentos, as alegrias e as tristezas de um Brasil que já não existe mais, mas que vive eternamente na memória de quem viveu.

Se você cresceu ouvindo essas músicas, sabe exatamente do que estou falando. Sabe como é ouvir os primeiros acordes e sentir um nó na garganta. Sabe como é cantar junto, mesmo depois de tantos anos, sem errar uma palavra da letra.

Não deixe a música morrer

As músicas dos anos 70 são um patrimônio que precisamos manter vivo. Cante para seus netos, toque para seus amigos, coloque para tocar nos almoços de domingo. Essas canções merecem ser ouvidas por todas as gerações.

E se a saudade apertar, ligue o rádio, coloque um disco ou procure essas músicas no celular. Em poucos segundos, você estará de volta àquele tempo em que a vida era mais simples, a música era mais bonita e o coração batia no ritmo das violas, dos pianos e das vozes que marcaram para sempre a nossa história.

Qual dessas músicas é a sua favorita? Aposto que, enquanto lia, você já cantou pelo menos uma delas. E isso é a prova de que a boa música nunca morre.

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